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16 de agosto de 2017

O Globo


Manchete: Governo eleva rombo, congela salários e aumenta impostos

Déficit fiscal é ampliado este ano e até 2020

Exportadores e fundos pagarão mais tributos

Reajustes dos servidores são adiados

Depois de seguidos adiamentos por pressão política e divergências no governo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou ontem revisão nas metas fiscais da União, ampliando para R$ 159 bilhões o rombo previsto para este e o próximo ano. O governo também piorou as projeções de médio prazo e, se antes previa que as contas voltariam ao azul em 2020, agora estima déficit pelos próximos três anos. Diferentemente do que havia prometido o presidente Temer, de que não haveria alta de impostos, o governo criou tributação para fundos de investimentos exclusivos, usados para aplicar valores elevados, e aumentou a alíquota do Reintegra, para exportadores. Para reduzir despesas, o governo vai adiar reajustes dos servidores do Executivo e cobrar 14% de contribuição para a Previdência de funcionários que ganham mais de R$ 5 mil. Serão extintos 60 mil cargos vagos no Executivo. Analistas viram como inevitável a revisão das metas, mas lembraram que muitas das medidas dependem do aval do Congresso. (Págs. 21 a 23 e Míriam Leitão)

Roupeira de Marcela Temer ganha moradia (Pág. 6)


Criminosos já controlam 843 áreas no Rio

Terror avançou mesmo em territórios que ganharam UPPs; Cidade de Deus é a região mais violenta

Documento sigiloso da Secretaria de Segurança mostra que o Estado do Rio tem 843 áreas sob o domínio de bandos armados, revela RAFAEL SOARES em reportagem que inaugura a editoria Guerra do Rio, no jornal “Extra”. São territórios onde o terror impera e as leis não são respeitadas. As dez regiões mais violentas do estado somam 23 quilômetros quadrados — maior que Nilópolis, na Baixada. A lista de “territórios controlados ilegalmente” é encabeçada pela Cidade de Deus, que em 2009 ganhou uma UPP. Em Brasília, a Câmara já discute projeto para tornar o porte de fuzil crime hediondo. (Págs. 10 a 12)

Depois do caixa dois, caixa-preta na eleição

A reforma política em tramitação na Câmara abre brecha para a criação de uma caixa-preta sobre doações de campanhas. O deputado Vicente Cândido, relator, apresentou texto prevendo que caberá ao doador decidir se quer ficar oculto ou não. Apenas os órgãos de controle teriam acesso à informação. O plenário da Câmara pretende começar a votar hoje a criação do fundo de R$ 3,6 bi para as eleições e o distritão. (Pág. 3)

EDITORIAL

Reforma tende a manter tudo na mesma’ (Pág. 18)

Juízes de mais de R$ 100 mil

Em Mato Grosso, 84 juízes receberam em julho contracheques que superaram os R$ 100 mil. Treze deles ganharam mais de R$ 300 mil. O CNJ negou ter autorizado o pagamento. (Pág. 7)

PF: Bethlem agia pela Fetranspor

Ex-secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem foi levado a depor por suspeita de acertar vantagens ilícitas com empresários de ônibus. (Pág. 8)

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O Estado de S. Paulo


Manchete : Governo prevê R$ 159 bilhões de déficit e anuncia pacote

Medidas atingem servidores e mudam tributação sobre fundos; agência de classificação de risco mantém nota do País

O governo vai pedir autorização ao Congresso para elevar o déficit das contas públicas para R$ 159 bilhões em 2017 e repetir o valor em 2018, o que significa R$ 20 bilhões a mais neste ano e R$ 30 bilhões no ano que vem. Com isso, o presidente Michel Temer terminará o mandato com um rombo acumulado de R$ 477,5 bilhões. Para garantir a meta de 2018, o governo anunciou pacote de medidas que atinge os servidores públicos, com adiamento de reajuste salarial e corte de 60 mil cargos vagos. No campo das receitas, a principal medida foi a mudança na tributação de fundos de investimentos exclusivos. Apesar disso, a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) manteve a nota do País e afastou a possibilidade de rebaixamento sem aviso prévio. (Economia / Págs. B1 e B3 a B5)

Base aliada ameaça não votar Previdência agora

Líderes da base aliada avisaram ao ministro Henrique Meirelles (Fazenda) que não será possível votar a reforma da Previdência agora, pois não há "ambiente político". Rodrigo Maia minimizou as declarações. (Pág. B5)

Análises

Raul Velloso

Governo joga a PEC do Teto ao desterro. Sinceramente, não vejo por que tanto estresse. É só corrigir a rota. (Pág. B4)

Adriana Fernandes

Maior erro de Henrique Meirelles foi ter deixado o governo pôr aliados políticos na mesa da negociação econômica. (Pág. B5)

Vera Magalhães

Temor de Sérgio Moro sobre prisão de condenados em 2ª instância se baseia em fatos. (Política / Pág. A6)

Congresso articula volta do financiamento eleitoral privado

A resistência à criação do fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões, abastecido com verba pública, e a indefinição das fontes orçamentárias para custeá-lo reacenderam no Congresso o debate sobre a volta do financiamento de campanhas por empresas. Deputados e senadores discutem nos bastidores a retomada dessa modalidade como alternativa ao financiamento público, caso emperre a aprovação do fundo. A proposta deve ser votada hoje em plenário. (Política / Pág. A4)

Doria quer liberar obras em troca de terminais de ônibus

Para viabilizar a terceirização de 24 terminais de ônibus de SP, a gestão João Doria (PSDB) pretende liberar a construção de edificações sobre as áreas dos terminais ou num raio de 600 metros. O edital deve ser lançado nos próximos meses. (Metrópole / Pág. A12)

PGR suspende negociação da colaboração de Cunha (Política / Pág. A8)


Vendas no varejo igualam volume de 2 anos atrás (Economia / Pág. B8)


Notas & Informações

A esperteza dos delatores

Em vez de se prestarem a orientar investigações, as delações premiadas têm servido para livrar criminosos e até ocultar crimes, como no caso envolvendo a JBS. (Pág. A3)

O custo da insegurança

Em quantos países a escolta armada é item relevante no dia a dia da logística industrial? (Pág. A3)

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Folha de S. Paulo


Manchete : Governo eleva rombo fiscal e anuncia pacote de aperto

Medidas atingem servidores, e contas deverão ficar no vermelho até 2020

Após embates com a ala política do governo, a equipe econômica de Temer anunciou aumento no rombo das contas federais. As metas de 2017 e 2018 sobem de R$ 139 bilhões e R$ 129 bilhões, respectivamente, para R$ 159 bilhões. Havia pressão de aliados para um déficit maior. O governo culpou a frustração de receitas e disse que a virada esperada em três anos, quando os números voltariam ao azul, também não irá mais acontecer — haverá déficit até 2020. A ampliação do rombo fiscal foi anunciada com um pacote de medidas de aperto em gastos com servidores e aumento de receitas. A contribuição previdenciária de uma parcela desses funcionários públicos passará de 11% para 14%. Haverá corte de 60 mil cargos vagos, teto salarial de R$ 5.000 para novos servidores, adiamento de reajustes e revisão de benefícios. O governo espera R$ 6 bilhões com nova tributação de fundos. O Congresso analisará as medidas. (Mercado A14)

Relator põe em reforma doação oculta e barreira para pesquisas

Texto final da reforma política apresentado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) ressuscita as doações ocultas e amplia os limites para pessoas físicas, além de criar barreiras à divulgação de pesquisas eleitorais. Esses pontos não exigem alteração da Constituição, ao contrário da criação de fundo de R$ 3,6 bilhões e do distritão, que devem ser votados em plenário hoje. (Poder A4)

Ação da PF mira governador do Rio Grande do Norte

Operação da Polícia Federal no Rio Grande do Norte realizou busca e apreensão em endereços relacionados ao governador Robinson Faria (PSD). O objetivo ê apurar possível obstrução em investigação. O político nega irregularidades. (Poder A5)

Aliado de Crivella, ex-secretário de Paes é alvo da Polícia Federal. (A6)

Aluno estrangeiro dobra nas escolas municipais de SP

O número de alunos estrangeiros dobrou nos últimos cinco anos nas escolas municipais de São Paulo. São hoje 4.747, procedentes de mais de 80 países. Os colégios tentam se adaptar à nova realidade, e professores e alunos propõem iniciativas de integração. (Cotidiano B1)

Varejo volta a se expandir e pode influenciar PIB

As vendas do varejo subiram 1,2% em junho em relação a maio, no terceiro mês seguido de expansão. Queda da inflação e de juros e saque das contas inativas do FGTS contribuíram para a alta. O resultado deve ajudar o PIB a reagir no segundo trimestre, projetam analistas, porém sem evitar recuo sobre o trimestre anterior. (Mercado A16)

Vinícius Torres Freire

Depois da folia, coalizão rasga traje responsável

A equipe econômica anunciou pacote desesperado a fim de corrigir erros do primeiro plano de gastos e conter outras besteiras à espreita. A coalizão temeriana rasgou de vez a fantasia responsável depois da folia que manteve o presidente no poder. Resta saber o que sobrará do pacote de agosto. (Mercado A16)

Editoriais

Leia “Novela orçamentária”, sobre novas metas para as contas do Tesouro Nacional, e “Voto de confiança”, acerca de prévias eleitorais na Argentina. (Opinião a2)

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