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17 de dezembro de 2017

O Globo


Manchete : Com extras, 71% dos juízes recebem acima do teto

Remuneração média de magistrados nos estados é de R$ 42,5 mil

Levantamento inédito com números do Conselho Nacional de Justiça revela que benefícios como auxílio-moradia e gratificações representam um terço dos contracheques

Dois em cada três juízes dos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal recebem acima do teto constitucional, de R$ 33.763. A disparidade entre o limite e o que efetivamente aparece no contracheque de 11,6 mil magistrados (71,4% do total) se deve a uma brecha legal que retira do cálculo as verbas indenizatórias, como dinheiro extra para moradia, alimentação e gratificações, revela Marlen Couto.

Os dados foram comparados com base nas folhas de pagamento enviadas, pela primeira vez e em um mesmo padrão, pelos tribunais ao Conselho Nacional de Justiça. Assim, é possível verificar o peso dos benefícios nos salários, que chega a 33%, em média. Em um único mês, 52 juízes e desembargadores tiveram remuneração superior a R$ 100 mil. (Pág. 3)

Uso de celular cresce, mas investimento na rede cai

Os investimentos em telefonia móvel cairão pelo terceiro ano seguido em 2017, apesar da crescente demanda. Hoje, 63% dos lares têm somente celular, e apenas 2% têm só telefone fixo, que, segundo especialistas, terá praticamente desaparecido em 2021. (Págs. 21 e 22)

A força da solidariedade

Poeta e montadora de cinema, Maria Rezende conta experiência transformadora ao ajudar moradora de rua a ter casa própria. (Pág. 19)

Racismo faz do negro o suspeito

A filtragem racial, que acontece quando uma pessoa é discriminada ou vista como suspeita apenas por causa da cor da pele, provoca injustiças como prisões sem motivo e até mortes. (Pág. 34)

Lauro Jardim

Luiz Fux montará força-tarefa no TSE contra “fake news” na eleição. (Pág. 2)

Merval Pereira

Lei da Ficha Limpa não é um obstáculo à democracia (Pág. 4)

Ancelmo Gois

Fim do desemprego faria PIB do país crescer 9,8%. (Pág. 18)

Elio Gaspari

O bunker da reforma da Previdência derreteu. (Pág. 8)

Caca Diegues

Violência no Maracanã revela revolta além do futebol. (Pág. 11)

Barraco na Praia de Ipanema é um do sinais de desordem e falta de conservação que se multiplicam na orla do Rio às vésperas do verão. Infrações resistem às mudanças de estação. (Pág. 13)


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O Estado de S. Paulo


Manchete : Reforma branda beneficiará 52% dos servidores federais

Governo estuda alternativa para manter aposentadoria integral dos que ingressaram no serviço público até 2003

Pouco mais da metade dos servidores federais será beneficiada se o governo decidir abrandar a reforma da Previdência e manter a aposentadoria integral - com o último salário da carreira - e os reajustes iguais aos dos funcionários da ativa para quem ingressou no serviço público até 2003. São 380 mil pessoas, ou 52% do contingente total, nessa situação.
O texto em tramitação na Câmara quer cobrar dos servidores as idades mínimas de 65 anos para homens e 62 para mulheres para manter a integralidade e paridade. As categorias, no entanto, pressionam os deputados para derrubar a proposta, e uma alternativa “mais leve” está em estudo pela equipe econômica.

Se pagos hoje, todos os benefícios futuros custariam R$ 507,6 bilhões à União, de acordo com cálculos da Secretaria da Previdência - algumas áreas têm remuneração no fim da carreira acima de R$ 20 mil mensais. (Economia / Pág. B1)

Redes sociais X economistas

Discussões contra e a favor da reforma da Previdência ganharam as redes sociais - mas as informações, como a de que a cobrança de dívidas de empresas acabaria com o déficit, são questionadas por economistas. (Pág. B1)

‘Investimento depende da eleição’

Entrevista : Walter Schalka, presidente da Suzano

O atual baixo nível de investimentos das empresas brasileiras está relacionado não só à atividade econômica ainda lenta, mas também ao receio com o resultado das eleições, disse o executivo. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que grandes investimentos dependem do que vai acontecer no processo eleitoral.” (Economia / Pág. B4)

Brasil herda calote em obra da Odebrecht

Construído com financiamento do BNDES, aeroporto em Moçambique opera com 4% de sua capacidade, e uma parcela de US$ 22,5 milhões da dívida não foi paga. A Odebrecht recebeu sua parte. O prejuízo ficou com o Tesouro brasileiro, que tenta renegociar o débito. (Internacional / Pág. A16)

Cyberbullying cresce e vira desafio ao País

Pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil sobre o comportamento online de jovens mostra que, de cada quatro crianças e adolescentes de 9 a 17 anos, um foi tratado de forma ofensiva na internet. Número cresce ano a ano. (Metrópole / Pág. A17)

‘Houve ação planejada com a PGR’

Entrevista : Aécio Neves, senador

O senador Aécio Neves (PSDB), em entrevista a Eduardo Kattah e Pedro Venceslau, a primeira depois de ser denunciado por corrupção e obstrução da Justiça, admite que cometeu um erro ao pedir R$ 2 milhões a Joesley Batista e afirma que foi “vítima de uma ação planejada com a PGR” ao ter a conversa com o empresário gravada. Ele ainda diz que será candidato em 2018, provavelmente ao Senado. (Política / Págs. A4 e A6)

Julgamento de Lula

“Eu não torço pela prisão do Lula", diz Aécio, sobre o julgamento no TRF-4. “Mas ele tem de responder para a Justiça." (Pág. A6)

Eliane Cantanhêde

O julgamento de Lula no TRF-4 é hoje mais decisivo para a eleição do que o eleitor. (Política / Pág. A6)

Celso Ming

Reforma em fevereiro parece conversa de pinguço: no mês que vem, largará a bebida. (Economia / Pág. B2)

Comparecimento vai decidir eleição no Chile (Internacional / Pág. A11)


Projeto da USP promete novo Museu do Ipiranga (Metrópole / Pág. A20)


Notas & Informações

Irrealismo orçamentário

Orçamento aprovado retrata a maneira pouco responsável com que os parlamentares lidam com o dinheiro público. (Pág. A3)

A longa história dos precatórios

Senado faz nova tentativa de equacionar o problema. (Pág. A3)

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Folha de S. Paulo


Manchete : PJ de salário alto agrava déficit da Previdência

Fim de vagas formais derruba arrecadação

Mudanças no mercado de trabalho têm contribuído para o rombo na Previdência, como o aumento do número dos que deixam de ser contratados como pessoas físicas e passam a prestar seiyiço como empresas.

É a chamada “pejotização”, na qual o trabalhador vira uma PJ (pessoa jurídica). O movimento ê apontado como um dos principais motivos para a redução de 14%, de 1996 a 2015, no número de pessoas que ganham acima de sete salários mínimos (R$ 6.559 em 2017).

Isso significa menos gente pagando contribuições mais altas dentro de um sistema em que as despesas crescem mais rapidamente que as receitas. (Mercado A21)

Geraldo Alckmin prevê punição para deputado tucano opositor da reforma da Previdência. (Mercado A28)


Governista não tem que tatuar‘Temer’ em 2018, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz à Folha que o candidato governista na disputa pelo Planalto em 2018 não precisa ter “uma tatuagem ‘eu sou Michel Temer’ na testa”.

Para ele, que descarta buscara vice-presidência, o importante ê que o postulante tenha uma “agenda de reformas”. (Poder A4 e A5)

Futebol brasileiro virou referência em selvageria

O vandalismo visto no Maracanã escandalizou um dirigente da Conmebol. O histórico hábito brasileiro de atribuir a argentinos e uruguaios a selvageria nas competições de clubes da América do Sul transforma-se diante das evidências de que nós somos mais primitivos. (Esporte B12)

Mais mobilizado, Chile escolhe hoje o novo presidente

Os chilenos decidem neste domingo o novo presidente do país: Sebastián Pinera (centro-direita) ou Alejandro Guillier (centro-esquerda), empatados em pesquisas que falharam no primeiro turno. O clima em Santiago ê de mobilização, ao contrário do que ocorreu na primeira disputa, relata Sylvia Colombo. (Mundo A14)

Sebastião Salgado na Amazônia

Em novo projeto, Sebastião Salgado retrata índios relativamente isolados. A convite do fotógrafo e dos korubos (na foto), a Folha acompanhou a expedição no oeste do Amazonas.
Conhecidos como “violentos índios caceteiros”, eles temem a exploração clandestina do seu território e ataques que ameacem a etnia. Por isso os korubos querem falar. (Especial)

Editoriais

“Salto no escuro”, sobre riscos para o equilíbrio do Orçamento da União, e “Estrada da vida”, acerca da duplicação da rodovia Rêgis Bittencourt. (Opinião A2)

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