SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

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27 de fevereiro de 2015

O Globo


Manchete : Ajuste pode cortar 22% do Orçamento até fim do ano

Programa para baixa renda, Minha Casa Melhor é suspenso

Governo limita em R$ 75,1 bi as despesas dos ministérios em custeio e investimento até abril; se a restrição for ampliada para dezembro, deixarão de ser gastos R$ 66 bi da previsão orçamentária

Enquanto trava queda de braço com o próprio PT em torno do ajuste fiscal, o governo anunciou ontem a limitação a R$ 75,1 bilhões do total de gastos de todo o Ministério até abril. Se mantido , poderá significar um corte de 22,5% no Orçamento da União até o fim do ano. A medida foi divulgada em meio a intensas negociações com partidos governistas sobre o ajuste, criticado em nota pela Executiva Nacional do PT e defendido no mesmo dia pelo ministro do Planejamento , Nelson Barbosa . O governo cortou ainda novos financiamentos do projeto Minha Casa Melhor , linha de crédito para beneficiários de baixa renda do Minha Casa, Minha Vida. (Págs. 3 e 4)

Desemprego sobe pela 1ª vez desde 2009

Após meses sem ser afetada pela crise, taxa de desemprego foi a 5,3% em janeiro, 1ª alta relevante em 6 anos. (Págs. 19 e 20)

Alívio na folha de empresas será menor

Governo deve elevar contribuição previdenciária de setores que tiveram desoneração na folha de pagamentos . (Pág. 21)

Foto-legenda : O fiador

O ministro Levy e Dilma na cerimônia de lançamento do programa Bem Mais Simples Brasil, que vai reduzir a burocracia. Prazo para abrir pequenas e médias empresas cairá de cem para cinco dias. Fechamento será feito na hora, sem a exigência de certidão negativa (Pág. 23)

Cresce financiamento público no ensino privado

Avanço do Fies e do ProUni, no entanto, não acelerou crescimento de matrículas em universidades particulares

A expansão do financiamento público no ensino superior privado já faz com que 47% dos alunos do setor recebam algum tipo de apoio financeiro para pagar mensalidade em faculdades particulares, sem maiores controles . As modalidades mais comuns são o Fies (Financiamento Estudantil) e o ProUni, do governo federal. Mas, no caso do Fies, apesar de os recursos terem crescido de R$ 810 milhões para R$ 13,75 bilhões nos últimos cinco anos, o ritmo de matrículas e de concluintes no setor privado, em vez de crescer , desacelerou ou caiu. (Pág. 24)

Ajuste no lema de governo

Educação pode perder R$ 5,6 bi. Universidades já estão sem receber 30% do custeio . (Pág. 3)

Alertado, Janot reforça segurança

Às vésperas de enviar ao Supremo Tribunal Federal a lista de políticos investigados na Operação Lava-Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi alertado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de ameaças à segurança dele e da família. Janot e procuradores que atuam na investigação tiveram proteção reforçada. (Pág. 8)

Temor de atraso no ritmo das Olimpíadas

Segundo analistas de mercado, sete empreiteiras, sob investigação na Lava-Jato, que tocam obras para os Jogos de 2016 no Rio correm risco de ter restrição de crédito. (Pág. 10)

CPI da Petrobras é instalada

Um terço dos integrantes da terceira CPI sobre corrupção na estatal recebeu doações de empresas investigadas. (Pág. 7)

Governo multará caminhão parado

Para tentar acabar com o bloqueio nas estradas, o governo anunciou que vai multar caminhões parados em até R$ 10 mil por hora. Falta de diesel prejudica colheita de soja no Centro-Oeste. (Pág. 22)

Ministro acusa Dilma de omissão

Decano do STF , Celso de Mello chamou de abusiva e de omissão a demora de sete meses da presidente Dilma para indicar o 11º integrante da Corte. O Planalto não respondeu. (Pág. 9)

Ilimar Franco

Um remendo vem aí?

O PMDB quer que o governo Dilma adote novas medidas de ajuste . Os cortes seriam feitos em gastos do governo ou benefícios concedidos aos mais ricos . Esse foi o recado recebido pelo ex-presidente Lula , ontem pela manhã, na casa do presidente do Senado , Renan Calheiros. Esse, mais o líder Eunício Oliveira e o ex-presidente Sarney disseram que “o ajuste não pode passar a percepção de que estamos cortando dos mais pobres”. (Pág. 2)

Merval Pereira

Por um triz

O que era dito meio às escondidas nas reuniões da equipe econômica com os coordenadores políticos do governo, agora está escancarado nas reuniões com as diversas bancadas da suposta base aliada: se não aprovarem o pacote fiscal, fica mais próxima a perda do grau de investimento do Brasil. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Sinais do crédito

Os sinais emitidos pela concessão de crédito estão preocupantes. Os dados de janeiro divulgados pelo Banco Central mostram que os empréstimos do BNDES despencaram e há uma forte retração nos financiamentos para empresas no crédito livre. Há linhas encolhendo mais de 60%. Os juros estão mais altos; os bancos, receosos; e as empresas, querendo evitar dívidas. (Pág. 20)

Editorial

Risco de rebaixamento pressiona governo e aliados

Depois da queda da nota da Petrobras, as preocupações se voltam para a avaliação sobre o Brasil. E, assim, a aprovação do ajuste fiscal se torna crucial (Pág. 16)

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Zero Hora


Manchete : Governo reage a bloqueios com cobrança de multas

Após tentativa de acordo com caminhoneiros, União promete punições de até R$ 10 mil/hora por descumprimento de ordem judicial. Parte da categoria indica que vai manter mobilização. (Notícias | 6, 7, 28 e 31)

Ministro propõe PPP para metrô da Capital (Notícias | 16)


Governo corta gastos de ministérios

Decreto limita em R$ 75,2 bilhões o uso de verbas até abril (Notícias | 26)

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Brasil Econômico


Manchete : Com superávit menor que previsto, governo limita mais os gastos

O resultado primário em janeiro ficou positivo em R$ 10,4 bilhões, o pior para o mês desde 2009. E a presidenta Dilma decretou que os órgãos públicos só poderão utilizar, até abril, R$ 59,9 bilhões. Foram fixados ainda outros R$ 15,1 bilhões para pagamentos relacionados ao PAC. Para analistas, mesmo com o corte e diante da perspectiva de receita em queda, a meta de superávit de 1,2% do PIB está cada vez mais difícil de ser alcançada. (Pág. 5)

Líderes listam 116 projetos prioritários

A idéia é que projetos de lei e de emenda constitucional selecionados pelos líderes com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sejam votados na próxima semana. (Pág. 4)

Transações bancárias sobem 40%

O presidente da Febraban, Murilo Portugal, afirmou que a inclusão bancária também cresceu no ano passado. Agora, de cada 100 pessoas, sessenta têm conta em banco. Para ele, o crédito vai continuar crescendo, ainda que em ritmo menor. (Pág. 24)

PMDB e PT querem mais do governo para apoiar ajustes

Até o ex-presidente Lula entrou no circuito, ontem, em encontro na casa do presidente do Senado com senadores peemedebistas. Nelson Barbosa somou esforços visitando Calheiros e Eduardo Cunha. (Pág. 3)

Desemprego ganha força em janeiro

Taxa de desocupação chegou a 5,3%, 0,5 pontos acima de igual mês de 2014. Para analistas, rendimentos devem começar a cair. (Pág. 6)

Mosaico Político

Gilberto Nascimento

EMPREITEIRAS DEMITEM 21 MIL

As demissões em empreiteiras por causa de paralisações de obras em consequência da operação Lava Jato já chegam a 21 mil em todo o País, segundo números do presidente da Força Sindical, Miguel Torres. E devem aumentar. (Pág. 2)

Sintonia Fina

Julio Gomes de Almeida

O AUMENTO DO DESEMPREGO

O início de 2015 marca o aprofundamento da deterioração econômica brasileira em áreas que já vinham denotando forte retração, mas se caracteriza também porque os últimos baluartes de um favorável desempenho vão caindo um a um. (Pág. 8)

O mercado como ele é...

Luiz Sérgio Guimarães

MOODY"S FICARÁ ISOLADA?

Rumores de que as classificadoras de risco S&P e Fitch não vão demorar em seguir a decisão da Moody"s de rebaixar o rating da Petrobras promoveram ontem fortes oscilações nos mercados de dólar e juros futuros. O nervosismo dos pregões não teve amparo no mercado externo nem no notório ceticismo fiscal dos investidores. (Pág. 26)

Ponto Final

Octávio Costa

EM DEFESA DE MANTEGA

A cena é chocante e está disponível na internet. O ex-ministro Guido Mantega, na companhia de sua mulher, aproxima-se da cafeteria do hospital Albert Einstein, provavelmente para fazer um pedido, quando uma senhora (de costas para a gravação) dirige-se a ele com um grau de violência que espanta. (Pág. 32)

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Folha de S. Paulo


Manchete : Dilma faz novo arrocho para equilibrar contas

Governo corta gastos com o PAC e decide aumentar tributos de empresas

Frente às dificuldades para cumprir o ajuste fiscal, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu intensificar o aperto nas contas do Tesouro Nacional com um corte extra de gastos em investimentos e despesas fixas. Ela decidiu também aumentar os tributos de empresas. O novo ajuste incluiu o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vitrine eleitoral do PT. Os gastos não obrigatórios de todos os ministérios foram limitados a R$ 75,2 bilhões no primeiro quadrimestre, R$ 10 bilhões menos em relação ao mesmo período do ano passado. O próximo passo da equipe econômica será rever a desoneração das folhas de pagamento, medida que beneficiou 56 setores da economia. (...) A senadores do PT o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) disse que estuda taxar "o andar de cima". O tributo sobre grandes fortunas é cogitado. (Mercado B1 e B4)

População empregada é a menor do governo Dilma

A parcela da população empregada nas principais regiões metropolitanas do país caiu para 52,8% em janeiro, o menor nível para o mês desde 2010 (52,4%) . De cada 1.000 pessoas com mais de dez anos, 528 estavam trabalhando, 30 estavam desempregadas e 442 estavam fora do mercado. A taxa de desemprego subiu para 5,3% em janeiro. No mesmo mês do ano passado, era de 4,8%. (Mercado B4)

Fora da agenda, procurador se encontra com vice e ministro

Às vésperas de apontar os políticos que serão investigados por possível relação com desvios na Petrobras, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teve encontros não agendados com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) e com o vice-presidente Michel Temer, relata Vera Magalhães. Segundo eles, não se falou sobre a Lava-Jato. (Poder A4)

Mônica Bergamo

Vizinho de Cardozo contrário a Dilma acusa síndico de querer expulsá-lo de flat. (Ilustrada E2)


Governo endurece discurso contra caminhoneiros

Um dia após acordo com caminhoneiros, o governo endureceu o discurso e disse que os que ainda estiverem em greve, além de pagar multa de trânsito, serão autuados em até R$ 10 mil por descumprir ordem judicial de liberar estradas. (Mercado B7)

Apoio a sigla ligada a Kassab inclui até nomes de mortos

Listas de apoio levadas à Justiça Eleitoral de São Caetano do Sul (SP) pelo PL, partido em criação ligado ao ministro Kassab (PSD), têm eleitores mortos e assinaturas falsas, informa Daniela Lima. Assessor de Kassab nega irregularidades. (Poder A8)

Obras necessárias justificam rombo nas contas de PR, afirma Beto Richa (Poder A9)


Corregedoria afasta juiz que usou carro apreendido de Eike Batista (Mercado B6)


Justiça argentina rejeita denúncia contra Cristina (Mundo A10)


Para líder opositor, governo de Maduro forja acusações (Mundo A12)


Reinaldo Azevedo

Com 'Hellôôô' Bendine, a crise também é brega

Dilma indicou para a Petrobras uma diretoria para a contabilidade criativa, com Aldemir "Hellôôô" Bendine à frente. A crise, no Brasil, também é brega. (Poder A8)

Editoriais

Leia "Não estão nem aí", sobre aumento de regalias para deputados, e "Ponte nada pontual", a respeito de atraso em obra entre Brasil e Guiana Francesa. (Opinião A2)


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