SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

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04 de agosto de 2015

O Globo


Manchete : Nova prisão de Dirceu une Lava-Jato e mensalão

Petista teria recebido pelo menos R$ 90 milhões em propinas e imóvel para filha

Procuradores acusam o ex-ministro de sistematizar a corrupção na Petrobras já no primeiro governo Lula com o objetivo de financiar campanhas eleitorais e enriquecer ; Ministério Público não descarta investigar ex-presidente

Nove meses depois de deixar a cadeia, o ex-ministro José Dirceu foi preso novamente ontem, agora acusado pela Operação Lava-Jato de receber propina de pelo menos R$ 90 milhões e idealizar o esquema que desviou recursos da Petrobras. O juiz Sérgio Moro disse que ele exibiu “profissionalismo na prática do crime ”. Segundo o Ministério Público , o petista é responsável por sistematizar a corrupção na empresa já no primeiro governo Lula , quando chefiava a Casa Civil, nos moldes do mensalão, que se destinava à compra de apoio político no Congresso . Para os investigadores, na estatal os objetivos eram outros: financiamento eleitoral e enriquecimento pessoal. O lobista Milton Pascowitch contou ter comprado apartamento para a filha de Dirceu e pagado despesas, como táxi aéreo e reformas de imóveis . A 17ª fase da operação foi batizada de “Pixuleco ”, referência ao termo para designar propina atribuído ao ex -tesoureiro do PT João Vaccari. Dirceu, de 69 anos, ficará preso por tempo indeterminado. A Lava-Jato não descarta investigar Lula . (Págs. 3 a 7)

Delator: R$ 10 milhões foram entregues ao PT

Em depoimento, Milton Pascowitch disse que entregou R$ 10 milhões em dinheiro vivo na sede do PT. (Pág. 5)

Planalto tenta evitar desgaste para Dilma

Surpreendido com a nova prisão de José Dirceu, o governo tenta isolar a presidente Dilma do episódio. (Pág. 6)

Site governista recebeu dinheiro do esquema

A Editora 247, que cuida do site homônimo, recebeu R$ 120 mil do esquema de corrupção da Petrobras. (Pág. 6)

Bradesco paga mais pelo HSBC

O Bradesco comprou por R$ 17,6 bilhões o HSBC no Brasil, valor acima do previsto pelo mercado , de até R$ 14 bilhões. O banco aposta no um milhão de clientes de alta renda e na Losango, financeira do HSBC. Com a aquisição , cresceu a concentração bancária no país: os cinco maiores bancos terão 85% dos depósitos. (Págs. 17 a 19)

Governo planeja cortar ministérios

A presidente Dilma Rousseff estuda a redução do número de ministérios, que hoje é de 39. Com potencial de gerar insatisfação entre aliados, o corte depende de uma trégua na crise política. (Pág. 7)

Crise gaúcha - Sem salário, PM para o estado

O Rio Grande do Sul teve uma segunda-feira atípica ontem. Sem parte do efetivo policial nas ruas devido a salários atrasados, muitas escolas não funcionaram, agências bancárias fecharam e parte do comércio não abriu. (Pág. 8)

Baía: despoluição só em 20 anos

Após polêmica sobre a contaminação das águas, estado anuncia novo plano para despoluir a Baía de Guanabara em 20 anos. “A gente quer minorar nossos erros”, disse o governador Pezão . (Pág. 9)

Assessor de Cristina é acusado

Condenado por três homicídios num caso de narcotráfico, um preso acusa Aníbal Fernández, assessor da presidente Cristina, de ser o mentor . (Pág. 26)

Joaquim Falcão

O DESTINO DE DIRCEU

Data de recebimento de propina define futuro de ex-ministro. (Pág. 4)

Merval Pereira

O dilema da prisão de Dirceu: a cadeia de comando parava no ex-ministro? (Pág. 4)

Ilimar Franco

Na Lava-Jato, 20% dos 594 congressistas podem acabar sendo investigados (Pág. 2)

José Casado

Mensalão e corrupção na Petrobras são frutos da mesma árvore (Pág. 15)

Míriam Leitão

Dá para acabar com pelo menos 18 pastas (Pág. 18)

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O Estado de S. Paulo


Manchete : Dirceu é preso na Lava Jato; propina pagou imóvel e táxi aéreo

Força-tarefa diz que papel de ex-ministro foi de 'instituidor' da corrupção na Petrobras

Ele é acusado de receber R$ 21,3 milhões entre 2009 e 2014
Pagamentos de propina repetem esquema do mensalão
Defesa classifica prisão de 'injusta e desnecessária'

A Polícia Federal prendeu ontem o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e outras oito pessoas na 17ª. fase da Operação Lava Jato. Entre elas, seu irmão e sócio na JD Assessoria, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-assessor Roberto Marques e o lobista Fernando Antônio de Moura. Segundo os investigadores, Dirceu foi o "instituidor" da corrupção na Petrobras e, para enriquecimento pessoal, repetiu na estatal o esquema do mensalão. Só entre 2009 e 2014, teria recebido R$ 21,3 milhões em pagamentos mensais de empresas e "presentes", como uma reforma de R$ 1,3 milhão em sua casa em Vinhedo, no interior paulista, e fretes de jatinhos. Condenado por corrupção em 2012, ele cumpria pena em regime domiciliar. A operação foi batizada de Pixuleco - termo que, segundo o dono da UTC, Ricardo Pessoa, era usado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para designar propina. Para o juiz Sérgio Moro, há "indícios de profissionalismo e habitualidade na prática do crime". A defesa de Dirceu diz que a prisão é injusta e desnecessária. (Política / Págs. A4 a A7)

Marcelo de Moraes - análise

Os punhos de Dirceu

Dirceu teve papel central na chegada do PT ao poder. Quando foi preso no mensalão, se deixou fotografar erguendo o punho. A nova prisão tem o devastador efeito de pá de cal no seu mito. (Pág. A6)

PT recebeu R$ 10 mi em espécie, diz delator

O lobista Milton Pascowitch disse em delação premiada que fez pagamentos de R$ 10 milhões, em espécie, na sede do PT em São Paulo. Segundo ele, o valor saiu de um total de R$ 14 milhões em propinas de contrato de obras de cascos replicantes da Petrobras. As informações constam do pedido de prisão do ex-ministro José Dirceu feito pelo Ministério Público Federal. O esquema teria envolvido contratos de prestação de serviços não realizados com a Engevix e a obra de Belo Monte. Em nota, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, refutou as acusações de que o partido teria recebido R$ 10 milhões ou feito "operações financeiras ilegais". (Pág. A8)

Governo teme aumento da crise

Para o governo, a prisão de José Dirceu acirra os ânimos contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. Já a oposição avalia que a Lava Jato está chegando perto de Lula e Dilma. (Pág .A7)

Haddad admite não cumprir metas em 2016

Sancionada sábado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016 prevê gastos que, somados aos que já foram feitos pela atual gestão até aqui, apontam que parte das principais metas da gestão não será cumprida até o fim do mandato, no ano que vem. (Metrópole/Pág. A12)

Com HSBC, Bradesco prevê 'crescer dez anos em um'

O Bradesco adquiriu o HSBC Brasil por US$ 5,2 bilhões, valor considerado elevado pelo mercado. As ações preferenciais caíram 3,12%. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a aquisição faz o banco "crescer em um ano o que organicamente se faria em dez" e que "tempo é variável importante em processo de aquisição". (Economia/Págs. B1 e B3)

BC vê concentração moderada

Para o Banco Central, mesmo com a compra do HSBC pelo Bradesco, a concentração do mercado bancário no País ainda ficará em um nível considerado "moderado". (Pág. B3)

RS parcela salário e servidor protesta

Policiais paralisaram atividade. Escolas ficaram fechadas. Na sexta-feira, o governo do RS anunciou que salários de julho de 48% dos servidores seriam parcelados. (Metrópole/Pág. A13)

Montadoras têm o pior julho desde 2007 (Economia/Pág. B5)


José Paulo Kupfer

Reformas incompletas

Quando se fala em contas públicas, unia reforma que altere a natureza das fontes de arrecadação e o perfil dos contribuintes não deveria ficar de fora. (Economia / Pág. B6)

Notas&Informações

FHC e a tormenta petista

A crise em que o lulopetismo mergulhou o País parece estar ensinando o povo brasileiro. (Pág. A3)

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Zero Hora


Manchete : Contra a crise, Sartori monta grupo de trabalho

Em mais de três horas de reunião no Piratini, governador pediu apoio dos demais poderes para buscar alternativas à falta de recursos. Dia foi de protesto de servidores devido ao parcelamento de salários

SEGUNDA SEM AULAS E COM POLICIAIS NA RUA

Após dia de paralisação, serviços voltam a operar hoje parcialmente

O PARCELAMENTO NA SEGURANÇA E NA EDUCAÇÃO

Medida atingiu 78% dos brigadianos e quase metade dos professores

(Notícias | 6 a 10, 16 e 24 e Editorial)

Lava Jato prende Dirceu e concentra foco no PT

Condenado pelo mensalão, ex -ministro volta para a prisão, agora suspeito de ter recebido propina por meio de sua empresa de consultoria no escândalo da Petrobras. (Notícias | 14 e 15)

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Folha de S. Paulo


Manchete : Dirceu é preso na Lava Jato

Procuradoria afirma que ex-ministro de Lula, condenado no mensalão, instituiu o petrolão e se beneficiou dele

Em nova etapa da Lava Jato,a Polícia Federal prendeu José Dirceu (PT), ex-ministro de Lula, na fase batizada de Pixuleco, como, segundo relato de um delator ,o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto referia-se à propina. Para os investigadores, Dirceu é um dos responsáveis por criar o esquema de corrupção na Petrobras e teve papel de comando nas operações. Condenado no processo do mensalão, ele cumpria prisão domiciliar. “Chegamos a um dos líderes,que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele”, afirmou o procurador Carlos Fernando Lima. Além do ex-ministro da Casa Civil, mais sete pessoas foram presas ontem. O juiz Sergio Moro justificou a prisão afirmando que a liberdade de Dirceu representava ameaça à ordem pública. Segundo procuradores,ele recebeu propina de fornecedores da Petrobras mesmo após ser condenado. As acusações contra Dirceu são sustentadas pelo lobista Milton Pascowitch, responsável por aproximara empreiteira Engevix do PT e da estatal. Delator na Lava Jato, ele disse ter repassado R$ 3,8 milhões a Dirceu. A defesa do ex-ministro afirma que os pagamentos foram por serviços de consultoria. Assessores do Planalto e dirigentes petistas dizem que a prisão abala o partido devido ao peso histórico de Dirceu no PT. (Poder a4)

Defesa diz que ex-ministro é ‘bode expiatório’ da investigação

O advogado de José Dirceu, Roberto Podval, afirmou que os pagamentos recebidos pelo ex-ministro referem-se a serviços prestados e justificados antecipadamente em pedidos de habeas corpus e que a prisão não tem “justificativa jurídica”, chamando-a de “política”. Podval disse ainda que Dirceu é “bode expiatório” da Operação Lava Jato e que o juiz Sergio Moro agiu por “uma pressão popular” ao decretar a prisão. (Poder a5)

Bradesco supera o Itaú na alta renda ao comprar HSBC

Após a compra da operação do HSBC no Brasil, por R$ 17,6 bilhões, o Bradesco vai superar o Itaú Personnalité no atendimento a clientes com renda superior a R$ 10 mil mensais. Esse segmento tem benefícios como acesso a fundos, isenção em tarifas e juros menores. A incorporação só deve afetar clientes em 2016, após aprovação de órgãos reguladores. (Mercado, págs. 5 e 6)

Debate não se dá da maneira mais democrática em SP, diz Haddad

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que o debate em torno de medidas de sua gestão, como a redução da velocidade nas marginais, não tem ocorrido “da maneira mais democrática”. Para ele, há rádios e TVs focados só em atacar a sua administração. Sobre 2016, quando tentará a reeleição, disse esperar que o PP o apoie. O partido cogita a candidatura do apresentador de TV José Luiz Datena. (Cotidiano B1)

Unicamp voltará a limitar os salários ao teto de R$ 21,6 mil (Cotidiano B4)


Mônica Bergamo

Antes de ser detido, petista disse que não se tornaria delator (Ilustrada C2)

Janio de Freitas

É impreciso definir ex-ministro como aquele que instituiu esquema (Poder A8)

Bernardo Mello Franco

Narrativa de herói ficou insustentável com a nova prisão (Opinião A2)

Marcelo Freixo

Direitos humanos são fundamentais para os regimes democráticos

O historiador Sérgio Buarque de Holanda escreveu que a democracia brasileira sempre foi um mal-entendido, inventada por aristocratas rurais para acomodar seus interesses. Esses mal-entendidos continuam sendo reinventados e só serão superados quando a defesa dos direitos humanos unir aqueles que sonham com novo regime democrático, cuja essência seja a dignidade humana. (Opinião a2)

Hélio Schwartsman

A corrupção pode ser benéfica para a própria economia ?

Para alguns autores, quando travas burocráticas ao desenvolvimento são grandes, a corrupção pode fazer com que negócios se materializem. Como questões morais existem, a lição a tirar é que é preciso reformar instituições e torná-las menos sensíveis a incentivos perversos. (Opinião a2)

Editoriais

Leia “Dirceu, de novo”, sobre prisão preventiva do ex-ministro da Casa Civil, e “A sina do metrô”, a respeito de atrasos nas obras desse transporte público. (Opinião A2)

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