SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

Sinopses anteriores:

30 de janeiro de 2015

O Globo


Manchete : Petrobras para obras e ameaça reter dividendos

Corte nos ativos pode passar de R$ 88 bi
94% dos desvios são na área de Abastecimento
Em 2 dias, perda na Bolsa chega a R$ 16 bi

A presidente da Petrobras, Graça Foster, informou ontem, em entrevista coletiva, que vai suspender as obras da segunda etapa da Refinaria Abreu e Lima, um dos principais alvos das denúncias da Operação Lava-Jato, até a revisão de todos os contratos do projeto. Investimentos no Comperj também serão reduzidos. E a Petrobras poderá fazer um ajuste maior no valor de seus ativos, superior às perdas, estimadas em R$ 88 bilhões com corrupção, ineficiência, câmbio e petróleo. A maior parte do ajuste, disse Graça, será na área de Abastecimento, que foi comandada por Paulo Roberto Costa, delator na Lava-Jato. A estatal avisou que, este ano, poderá deixar os acionistas sem sua parcela do lucro. Em 2014, a companhia distribuiu R$ 9,3 bilhões em dividendos, dos quais R$ 2 bilhões foram para a União e evitaram um rombo maior nas contas públicas. As ações da empresa voltaram a cair e, em dois dias, a perda na Bolsa foi de R$ 16,6 bilhões. (Págs. 19 a 21)

Dono da UTC indica ministro para depor

Advogado de Ricardo Pessoa, preso, listou Jaques Wagner (Defesa) e outros parlamentares como testemunhas. (Pág. 3)

MP faz site para explicar Lava-Jato

Iniciativa é inédita, e balanço inicial mostra prejuízo de R$ 2,1 bilhões com o escândalo. (Pág. 5)

Governo fecha 2014 com rombo de R$ 17 bi

No ano passado, as contas do governo federal, incluindo a Previdência, fecharam no vermelho. Os gastos superaram as receitas em R$ 17,24 bilhões, no primeiro déficit desde 1997, quando começou a série estatística. A meta original era economizar R$ 49,1 bilhões, já considerando descontos com investimentos do PAC e desonerações. Para não descumprir a meta fiscal, o governo teve que alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. (Pág. 22, Merval Pereira e Míriam Leitão)

Enquanto isso...

Lucro do Bradesco cresce 25% e bate recorde de R$ 15 bi (Pág. 23)

Renda do trabalhador do Grande Rio supera a de SP pelo 5º ano (Pág. 23)

Cosméticos ficam mais caros (Pág. 22)


Rio já tem 31 casos de bala perdida

Levantamento mostra que, somente este ano, 31 pessoas foram vítimas de balas perdidas no estado. O governador Pezão quer reforço do policiamento nas estradas de acesso ao Rio para evitar a entrada de armas. Um militar da Marinha foi baleado acidentalmente, durante operação da PM contra o tráfico, ontem, na Zona Oeste. (Pág. 14)

Indústrias vão reusar a água

Grandes empresas que fazem captação no Rio Guandu serão obrigadas a empregar água de reúso da Cedae em seus processos de produção. (Pág. 8)

Ilimar Franco

Dilma na corda bamba

A presidente Dilma pode jurar que não, mas é senso comum que seu governo está empenhado em eleger Arlindo Chinaglia para presidir a Câmara. Se o petista perder, Dilma sofrerá sua primeira derrota. Não é novidade a rejeição do candidato do governo. Em 2001, Aécio Neves derrotou o candidato do governo FH, Inocêncio Oliveira. Em 2005, Severino Cavalcanti venceu o candidato do governo Lula, Luiz Greenhalgh. (Pág. 2)

Merval Pereira

Nunca antes neste país

O “maior superávit que for possível produzir”, na promessa do ministro-chefe do gabinete civil, Aloizio Mercadante, transformou-se em um déficit primário de R$ 17 bilhões, o maior em 20 anos. A nova equipe econômica, que teve o ônus de anunciar o recorde negativo, terá portanto que partir desse déficit histórico para chegar ao prometido superávit primário de R$ 66 bi este ano, a fim de recuperar a credibilidade do Tesouro Nacional. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Preço da fantasia

Era uma vez o ano de 2014, em que o governo faria um superávit primário de R$ 99 bilhões e reduziria impostos para setores que sustentariam o crescimento do PIB e a baixa taxa de desemprego. Ontem, o país tirou mais um pedaço da fantasia eleitoral. O governo teve o primeiro déficit primário em 18 anos, a economia está estagnada, e a presidente já avisou que é preciso “medidas corretivas” . (Pág. 20)

Editoriais

Condenar os corruptos e preservar as empresas

Deve-se aplicar a legislação com rigor , preocupando-se também com projetos-chave e empregos, mas sem que isso torne inimputáveis acionistas e executivos (Pág. 16)

PPPs ajudarão Estado do Rio a manter empregos

A construção de novas linhas de metrô e a implantação de redes de água e esgoto na Baixada se encaixam perfeitamente no modelo de parceria público-privada (Pág. 16)

------------------------------------------------------------------------------------

Zero Hora


Manchete : Petrobras se explica e aprofunda incerteza

Direção da estatal anuncia que pode não dividir lucro com acionistas, vai cortar investimentos e não sabe quanto perdeu com corrupção. Na bolsa, ações voltaram a cair. (Notícias | 26, 31 e Editorial | 32)

Polêmica a bordo

Depois de classificar o atendimento aeromédico de “dispensável”, secretário estadual da Saúde recua e diz que vai manter serviço. Mas equipe do Samu que era exclusiva e usava helicóptero da Brigada será substituída por outra, sem tempo integral. (Notícias | 18)

Sisu muda perfil de estudantes da Medicina na UFRGS

Dos 42 alunos aprovados, 23 declararam São Paulo como Estado de origem (Sua Vida | 34)

------------------------------------------------------------------------------------

Brasil Econômico


Manchete : Corrupção encolhe Petrobras e atrasa a obra do Comperj

Em crise institucional e pressionada pela queda do preço do petróleo, a Petrobras anunciou ontem que vai reduzir investimentos em refino e exploração, para sobreviver até 2016 sem necessitar de novos empréstimos. Na lista dos projetos afetados, está o Comperj, em Itaboraí. A empresa estuda ainda adiar o pagamento de dividendos este ano. “A Petrobras será redimensionada”, disse a presidente da companhia, Graça Foster. (Págs. 4 e 5)

Governo tem o pior déficit da história

O governo central fechou 2014 com déficit primário de R$ 17,24 bilhões, o pior desempenho desde 1997, e fez com que a promessa feita pela equipe econômica de fechar o ano com um superávit de R$ 10,1 bilhões não fosse cumprida. (Pág. 7)

Disputa voto a voto no Congresso

Com presidências da Câmara e do Senado sem resultados claros, parlamentares contam apoios e especulam sobre o imponderável. (Pág. 3)

País tem menor desemprego dos últimos 12 anos

Busca por vagas no mercado de trabalho ficou abaixo de anos anteriores. Em dezembro, houve queda de 0,5% na desocupação. (Pág. 6)

Barbosa: ‘Cortes têm o tamanho correto’

Após reunião com empresários na Fiesp, ministro defende medidas no setor trabalhistas e previdenciário para reduzir gastos e garante debate com centrais sindicais e Congresso. (Pág. 8)

Mosaico Político

Leonardo Fuhrmann

APOSTA NA BASE E NA IMAGEM

Para levar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à vitória na eleição para a Presidência da Câmara no próximo domingo, o PT aposta na imagem do parlamentar e na união dos governistas. (Pág. 2)

Sintonia Fina

Julio Gomes de Almeida

O SETOR EXTERNO EM 2014

Os últimos dados do setor externo brasileiro delineiam tendências futuras que merecem atenção especial. O resultado de transações correntes no ano passado foi de déficit de US$ 91 bilhões, equivalente a 4,2% do PIB. (Pág. 9)

O mercado como ele é...

Luiz Sérgio Guimarães

BC INDICA FIM DO CICLO

A segunda reunião do ano do Copom do Banco Central, agendada para 4 de março, na prática já aconteceu ontem. A ata da primeira reunião de 2015, realizada na semana passada, indicou claramente que na seguinte o ciclo de alta da Selic deverá ser encerrado com um ajuste de 0,25 ponto. (Pág. 20)

Ponto Final

Octávio Costa

O HIPER-REALISMO DO COPOM

Em momentos de incerteza, não há nada como uma ata do Comitê de Política Monetária para dar um norte aos analistas financeiros. A visão da diretoria do Banco Central sobre os rumos da economia funciona como ponto de referência. (Pág. 32)

------------------------------------------------------------------------------------

Folha de S. Paulo


Manchete : Governo registra o primeiro deficit nas contas desde 1997

Despesas do Tesouro superam receitas em R$ 17,2 bi; promessa de Dilma era economizar R$ 81 bi

A presidente Dilma Rousseff (PT) fechou o último ano do seu primeiro mandato com um rombo nas contas do governo federal. As despesas com pessoal, programas sociais, custeio e investimentos superaram as receitas em R$ 17,2 bilhões no ano passado. Trata-se do primeiro deficit do gênero apurado pelo Tesouro Nacional desde 1997, quando teve início a série histórica. O rombo equivale a 0,3% do PIB. Com o impulso do calendário eleitoral, os gastos foram acelerados e chegaram a R$ 1,031 trilhão. Já a arrecadação, prejudicada pela fragilidade da economia e por medidas de alívio tributário, ficou em R$ 1,014 trilhão. O governo federal teve de tomar dinheiro emprestado para cobrir os compromissos cotidianos e as obras de infraestrutura. O resultado contrasta com a meta anunciada pelo governo. Até setembro, a administração petista dizia que seriam economizados R$ 80,8 bilhões para o abatimento da dívida pública. Para este ano, a promessa é poupar R$ 55, 3 bilhões. O secretário do Tesouro, Marcelo Saintive, disse que a Fazenda trabalhará com transparência para recuperar a credibilidade. (Mercado B1)

Petrobras irá cortar investimentos

Para preservar o caixa ante os esperados impactos do superfaturamento de obras no próximo balanço, a Petrobras cortará investimentos, anunciou a presidente da companhia, Graça Foster. Ela declarou que a busca por novas reservas e a perfuração de poços será reduzida ao “mínimo necessário” e que o ritmo das obras de refinarias no Rio e em Pernambuco será desacelerado. Disse também que a Petrobras terá de “redefinir seu tamanho”. Auditoria indicou ser preciso dar baixa de R$ 88,6 bilhões em ativos da companhia, cálculo que irritou a presidente Dilma. A estatal estuda suspender o pagamento de dividendos aos acionistas. Segundo Almir Barbassa, diretor de Finanças, isso pode ocorrer “em caso de estresse financeiro” da empresa. (Mercado B3)

Desemprego cai para 4,8%, a menor taxa em 12 anos

Apesar da estagnação do número de vagas criadas, a taxa de desemprego fechou o ano passado em 4,8%, a menor marca da série do IBGE, iniciada em 2002. O resultado é fruto de uma menor participação de pessoas no mercado de trabalho e do interesse reduzido em ir atrás de uma colocação devido ao baixo ritmo da atividade econômica. (Mercado B6)

Em ata, BC diz que elevou juro por esperar ‘tarifaço’ (Mercado B5)


Preso pela PF, empreiteiro cita políticos como testemunhas

Acusado na Operação Lava Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa, do grupo UTC, incluiu como suas testemunhas o ministro da Defesa, Jacques Wagner, o tesoureiro da campanha de Lula em 2006, José de Filippi Jr., e outros seis políticos, de partidos que incluem DEM, PSDB, PPS e Pros. Preso desde novembro pela Polícia Federal do Paraná, ele seria o chefe do “clube” de empreiteiras que fraudava licitações na Petrobras. (Poder a4)

Novo governador do MA dá cargos a parentes de aliados

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), crítico do nepotismo nos anos de gestão da família Sarney, deu cargos a parentes de aliados. O governo afirmou que os nomeados estão aptos para as funções e que nenhum deles tem parentesco com Dino. (Poder a7)

Sabesp nega que haja prazo para implantar rodízio

A Sabesp disse que não há decisão sobre implantar rodízio na Grande SP. Foi resposta a reportagem da Folha que mostrou projeção do governo de começar racionamento até abril, quando está previsto o fim da segunda cota do volume morto do Cantareira. (Cotidiano C1)

lndonésia fuzilará em fevereiro 2º brasileiro por tráfico de droga (Cotidiano C5)


José Sérgio Gabrielli

Conselho acertou ao validar compra de refinaria

A compra da refinaria de Pasadena não resultou em prejuízo à Petrobras, sendo correta a decisão do Conselho de Administração ao validar a transação. (Opinião a3)

JOSÉ SERGIO GABRIELLI DE AZEVEDO foi presidente da Petrobras (2005-2012).

Editoriais

Leia “Poço sem fundo”, acerca de balanço da Petrobras, e “Latifúndio de falhas”, a respeito de problemas em programa de regularização fundiária. (Opinião A2)

------------------------------------------------------------------------------------