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26 de junho de 2016

O Globo


Manchete : Lava-Jato investiga empresas usadas para burlar controle

TCU quer fiscalizar sociedades criadas por sistema Eletrobras e empreiteiras

Falta de regras e transparência é a tônica na relação com SPEs, conclui tribunal. Compra suspeita em Furnas é investigada no Supremo

A Lava-Jato investiga a crescente participação do setor elétrico em empresas que, sem controle e transparência, como constatou o TCU, recebem bilhões em recursos públicos, envolvendo empreiteiras condenadas pelos desvios na Petrobras, conta ALESSANDRA DUARTE. O sistema Eletrobras já participa de 179 das chamadas Sociedades de Propósito Específico (SPEs). Só em Furnas, elas movimentaram R$ 21,9 bilhões desde 2011 e há ao menos um caso nebuloso, alvo de inquérito no STF dentro da Lava-Jato: a recusa de Furnas a comprar ações de uma SPE por R$ 7 milhões para, meses depois, adquiri- la por R$ 80 milhões, numa transação só possível com mudança na lei patrocinada por Eduardo Cunha. (Pág. 3)

Curitiba vira modelo para outras ações (Pág. 4)


Petição por nova votação ultrapassa 2,5 milhões

Pouco mais de 24 horas após o Reino Unido decidir em referendo sair da União Europeia (UE), uma petição on-line pedindo nova votação já reunia ontem 2,5 milhões de assinaturas. Os seis países fundadores do bloco pressionam Londres a iniciar já a saída, e a premier da Escócia anunciou que vai buscar a independência e manter laços com a UE. (Págs. 37 a 39)

Colunas

Merval Pereira - Pesquisa mostra queda de expectativa sobre sucesso do governo Temer (Pág. 4)

Lauro Jardim - Mais mudanças previstas no Ministério (Pág. 2)

Elio Gaspari - A Lava-Jato e a desobediência civil do andar de cima (Pág. 8)

Veríssimo - Ingleses não perdoam mundo por não ser inglês (Pág. 21)

Dorrit Harazim - Vencedores ficam atordoados com próprio triunfo (Pág. 20)

Editorial

‘Existência de estatais é causa básica da corrupção’ (Pág. 20)

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O Estado de S. Paulo


Manchete : Vaccari e Dirceu querem que PT assuma culpa por desvios

Ação da PF reforça argumento para que partido reconheça sua responsabilidade em esquema na Petrobrás

Os três petistas presos pela Operação Lava Jato, João Vaccari Neto, José Dirceu e André Vargas, querem que o partido assuma a responsabilidade pelos desvios na Petrobrás. O argumento de Vaccari, ex-tesoureiro do PT, é que as fraudes teriam sido feitas em nome da legenda, e não por iniciativa pessoal. Em conversas com parlamentares petistas que foram visitá-lo na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, ele se queixou de ter sido abandonado e argumentou que o alvo da Lava Jato não é ele, mas o partido, informa Ricardo Galhardo. Com a ocupação da sede do PT na quinta-feira pela PF, sua posição ganhou força dentro do partido e dirigentes passaram a defender que a proposta seja avaliada na reunião do diretório nacional, nos dias 19 e 20 de julho. De acordo com integrantes da cúpula do PT, Dirceu e Vargas também enviaram sinais no mesmo sentido. (Política A4)

Conversas do amigo de Lula

Relatório da Polícia Federal reúne cópias de e-mails trocados pelo pecuarista José Carlos Bumlai com empresários, amigos e suposto lobista que reforçam suspeitas de tráfico de influência no governo Lula. (A6)

Partido com um só deputado tem 8º tempo de TV

Apesar de contar com apenas um deputado federal, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) tem o oitavo maior tempo de TV entre todas as legendas e está sendo disputado por PT, PSDB e PSD nas eleições municipais. (Política A8)

UE deseja 'divórcio litigioso'

Para evitar desmoronamento, a União Europeia definiu a estratégia a ser usada com seus agora 27 membros: sair custará caro. O recado foi dado pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao falar sobre o Reino Unido: “Não será um divórcio amigável”. Ideia é mostrar os efeitos práticos para um país que perde acesso a um mercado com 440 milhões de pessoas. (Internacional A11 e A14)

Análises

Helio Gurovitz - É a imigração, estúpido!

Que ninguém tenha dúvida. O que levou o britânico a votar pela saída da UE foi rejeição a imigrantes. (A12)

Lourival Sant’Anna - Repensar a democracia

A história está repleta de casos em que a busca de mais poder para o povo resvalou na tirania (A13)

Polícia do Rio já raciona até comida

Corte de 32% no orçamento da segurança deixa blindados sem manutenção e reduz à metade a carga horária no Centro de Formação da PM por falta de alimento. (Metrópole A20)

Carlos Ayres Britto

‘Está no livrinho?’ - Assim como a mais inteligente forma do indivíduo é trilhar o caminho da honestidade, o modo mais inteligente de governar é seguir a Constituição (Espaço Aberto A2)

Notas&Informações

Sórdida tramoia petista - Operação Custo Brasil desvela o peculiar modo lulopetista de defender os trabalhadores (A3)

A paz na Colômbia - Não há pureza de ideal revolucionário que se possa conciliar com bandidagem (A3)

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Folha de S. Paulo


Manchete : Sócio da OAS relata propina a tesoureiro informal de Aécio

Léo Pinheiro diz ter pago R$ 3 mi por obra do centro administrativo de MG; tucano nega acusação

O empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS, vai relatar à Lava Jato que pagou R$ 3 milhões em propina a um dos principais auxiliares do então governador Aécio Neves (PSDB-MG), informam Mario Cesar Carvalho e Bela Megale. Pinheiro negocia delação premiada e diz ter provas dos repasses durante a construção da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Trata-se da maior obra das gestões de Aécio, entre 2002 e 2010. Estimado em R$ 500 milhões, o custo do centro projetado por Oscar Niemeyer atingiu R$ 1,26 bilhão. Léo Pinheiro diz ter pago 3% sobre o valor de seu contrato ( R$ 102,1 milhões) a Oswaldo Borges da Costa Filho, tido por tucanos e opositores como tesoureiro informal das campanhas eleitorais de Aécio Neves de 2002 a 2014. O auxiliar é casado com uma filha do padrasto do senador tucano e foi indicado pelo político para a empresa pública que cuidou da licitação e da obra do centro administrativo. Ele não foi localizado pela reportagem. Aécio Neves disse considerar “falsas e absurdas” as declarações de Léo Pinheiro. Afirmou ainda que a obra foi conduzida em seu governo com transparência. (Poder A4)

Sentimento de exclusão impulsionou saída da UE

A decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia evidenciou a existência de um grupo que se sente cada vez mais excluído e insatisfeito com a globalização. A campanha pela saída mobilizou essas pessoas, em geral mais pobres, com mensagens de apelo direto. Nos últimos anos, o Reino Unido não conseguiu reduzir a desigualdade social nem apresentar uma perspectiva promissora à população mais jovem. Neste sábado (25), França e Alemanha pediram que os britânicos acelerem sua saída do bloco. (Mundo A15)

Com embate entre gerações, Espanha elege parlamento

A Espanha faz hoje nas urnas segunda tentativa de eleger um governo. O conservador PP reúne eleitores com mais de 60 anos e lidera as pesquisas (29%). O esquerdista Podemos (26%) é preferido dos jovens. Na eleição anterior, não houve maioria absoluta. (Mundo A14)

Editoriais

Leia “Reino desunido”, a respeito do plebiscito britânico, e “Coerção na USP”, acerca de paralisação em curso na universidade paulista. (Opinião a2)

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