SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

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25 de novembro de 2014

O Globo


Manchete : Corrupção na Petrobras teve até recibo de propina

Notas fiscais provam que empreiteira pagou R$ 8,8 milhões a operador do esquema

Dinheiro foi entregue ao empresário Shinko Nakandakari, novo personagem do escândalo. Segundo a PF , ele é ligado a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal acusado de operação criminosa para políticos do PT

A empreiteira Galvão Engenharia apresentou à Polícia Federal uma série de notas fiscais que, segundo a empresa, comprovam o pagamento de propinas no valor total de R$ 8,8 milhões à Diretoria de Serviços da Petrobras, ligada ao PT. Pelos recibos, os pagamentos foram feitos entre 2010 e 2014 à empresa de consultoria de Shinko Nakandakari, braço-direito de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal, acusado de operar o esquema junto a políticos petistas. O repasse mais recente é de 25 de junho deste ano, dois meses após a Operação Lava-Jato ter sido deflagrada pela PF. Os depósitos variam de R$ 115 mil a R$ 750 mil, e as notas indicam que sobre o valor da propina foram até recolhidos impostos. Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, alega que cedeu à pressão de Nakandakari porque a empreiteira vinha sendo preterida nas licitações da Petrobras. Ontem, dois procuradores da Lava-Jato viajaram à Suíça para tentar recuperar parte do dinheiro enviado para lá por envolvidos no escândalo . (Pág. 3)

Último foragido, irmão de ex-ministro se entrega à PF e presta depoimento (Pág. 4)


Sondas foram pagas antes da construção

A Sete Brasil, da qual a Petrobras tem participação acionária, já começou a pagar a estaleiros por sondas de exploração do pré- sal que sequer começaram a ser construídas. Já foram pagos US$ 6,5 bilhões (R$ 16,2 bilhões), cerca de 30% dos US$ 22,2 bilhões contratados. Apesar disso, só cinco das 29 sondas previstas estão em construção. Para especialistas, há o risco de a Sete Brasil precisar de mais dinheiro para entregar sondas . (Pág. 5)

CVM e órgão dos EUA trocam informações

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que está trocando informações com a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais americano, sobre a corrupção na Petrobras. O presidente da CVM, Leonardo Pereira, disse que há uma “via de duas mãos” entre as entidades, mas não detalhou informações trocadas. A Petrobras disse ter sido notificada pela SEC para envio de documentos. (Pág. 3)

Déficit externo bate recorde

De janeiro a outubro, as contas externas já tiveram rombo de US$ 70,7 bilhões, um recorde. Analistas alertam que, com a piora das contas públicas, o país sofre com déficits gêmeos, fiscal e externo, que juntos já somam 8,6% do PIB, deixando a economia mais frágil. (Pág. 19)

Arrecadação de impostos diminui

Em outubro, valor caiu 1,33%, para R$ 106 bilhões. Governo já admite que a arrecadação não crescerá este ano. Anúncio de equipe econômica virá jun to com medidas fiscais. (Pág. 21)

Rossetto vai para Secretaria-Geral

Para conter a insatisfação do PT com Kátia Abreu na Agricultura, Miguel Rossetto deve ir para a Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Carvalho. (Pág. 6)

Enem e vestibulares - Suspeita de fraude leva 33 à prisão

A polícia de Minas prendeu 33 suspeitos de fraudar o Enem e negociar, por até R$ 200 mil, vagas em faculdades. (Pág. 24)

Ilimar Franco

Com Dilma não tem ‘jeitinho ’

É forte a crítica no PMDB contra a forma pela qual a presidente Dilma ensaia anunciar seu Ministério. Mais relevante do que a senadora Kátia Abreu, nome para a Agricultura, ser nova na sigla, é a escolha ser feita à revelia do partido. Dirigentes do PMDB diziam ontem que é um erro a presidente montar seu governo com imposições. Eles não querem ser tratados como o PR no Transportes. (Pág. 2)

Merval Pereira

O perigo do fundamentalismo

O Sultanato de Omã, onde se realiza desde domingo a reunião da Academia da Latinidade, pretende assumir cada vez mais um papel de mediador dos conflitos da região onde oficialmente está situado, o Oriente Médio. Mas esse papel está sendo desempenhado muito mais pelo exemplo do que pela interferência direta nos conflitos. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Governo confuso

Se a ideia é enfraquecer um ministro antes de ele assumir uma missão difícil, o governo Dilma acertou. Joaquim Levy foi exposto antes de ser anunciado e, assim, o partido da presidente já pegou a frigideira e ligou o fogo. O trabalho que Joaquim tem pela frente é imenso: comandar um ajuste, vencer resistências, reduzir a inflação, reativar a economia, afastar o risco do rebaixamento. (Pág. 20)

Editorial

Projeto de poder banaliza corrupção

O mensalão é a ponta de um esquema avantajado de desvio de dinheiro público, do qual faz parte o petrolão. Mas não se contava com o vigor de instituições republicanas. (Pág. 16)

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Zero Hora


Manchete : Empreiteira exibe recibos de R$ 8,8 mi de suposta propina

Preso na Operação Lava-Jato, Erton Medeiros Fonseca, diretor da Galvão Engenharia, apresenta à PF comprovantes de pagamentos feitos à consultoria ligada ao ex-diretor da Petrobras, Renato Duque. (Notícias | 8, 9 e 20)

O último foragido

Adarico Negromonte Filho, que seria responsável por transporte do dinheiro no esquema de corrupção da Petrobras, se entregou ontem à PF em Curitiba. (Notícias | 8, 9 e 20)

Rossetto deve ser Secretário-Geral do governo Dilma

Nomeação daria mais espaço à esquerda do PT no segundo mandato. (Notícias | 10)

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Brasil Econômico


Manchete : Freio na arrecadação reforça a necessidade de ajuste

A economia fraca e o alto custo das desonerações já levam o próprio governo a prever crescimento zero na arrecadação de 2014. Em outubro, houve queda real de 1,33% em relação ao mesmo mês de 2013. Desde janeiro, a alta acumulada é de apenas 0,34%. Para analistas, o ajuste agora se impõe e deve vir por aumento de impostos. (Pág. 5)

Alta de lucro de bancos médios foi só de 2%

As instituições ficaram longe da média de crescimento de resultados dos grandes bancos, que girou em torno de 20% no terceiro trimestre. Segundo analistas, os maiores se beneficiaram mais com a reversão das provisões para calotes. (Págs. 20 e 21)

Balança fraca piora contas externas

O Brasil registrou em outubro um déficit em conta de transações correntes de US$ 8,131 bi, o pior resultado histórico para o mês. A decepcionante balança comercial foi o fator que mais pesou. Em 12 meses, o déficit é de US$ 84,4 bi. (Pág. 4)

PT tenta por panos quentes na reação interna a Joaquim Levy

Dilma Rousseff não deve ir à reunião do Diretório Nacional, programada para aproximar o partido e a presidenta. (Pág. 3)

Desânimo das famílias deve provocar Natal fraco no varejo

Indicador da FGV chega ao menor nível desde 2008 e revela consumidor cauteloso. (Pág. 6)

Mosaico Político

Gilberto Nascimento

O TEMOR DA LISTA

Há um clima de apreensão no Congresso em razão de suspeitas de que empreiteiras teriam desenvolvido uma forma estruturada de lavagem de dinheiro por meio de doações legais a parlamentares, de acordo com um relatório da operação "Lava Jato". (Pág. 2)

O mercado como ele é...

Luiz Sérgio Guimarães

EM ALTA, O DÓLAR CONTRA-ATACA

A alta de ontem do dólar não se destinou apenas a enviar mensagem à presidente Dilma Rousseff de que não pode mais voltar atrás na indicação de Joaquim Levy ao Ministério da Fazenda. Oficialmente, ela ainda não foi feita, mas os sucessivos vazamentos não foram desmentidos. (Pág. 22)

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Folha de S. Paulo


Manchete : Irmão de ex-ministro das Cidades se entrega à PF

Adarico Negromonte é acusado de levar valores para doleiro; defesa pede soltura

Irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP), que chefiou a pasta de janeiro de 2011 a fevereiro de 2012, o último foragido da sétima fase da Operação Lava Jato, Adarico Negromonte Filho, se entregou nesta segunda-feira (24) à Polícia Federal em Curitiba. Segundo a apuração sobre o esquema de desvios na Petrobras, Adarico foi apontado como “encarregado de transporte de valores em espécie” e “subordinado” do doleiro Alberto Youssef. A advogada Joyce Roysen afirmou que Adarico “prestou esclarecimentos à Justiça”, mas sem detalhar o que disse em depoimento de uma hora e meia nem rechaçar as suspeitas. A defesa pediu a revogação da prisão. A empreiteira Galvão Engenharia apresentou à Justiça comprovantes de que pagou R$ 8,8 milhões do que considera propina para um emissário da diretoria de serviços da estatal, na época em que era chefiada por Renato Duque. (Poder A6 e A8)

Líderes do PT elogiam Levy, mas ele ainda enfrenta crítica

Após críticas internas, líderes do PT fizeram elogios públicos a Joaquim Levy, escolhido pela presidente Dilma para o Ministério da Fazenda. De outro lado, críticos da decisão mantêm reservadamente a opinião de que Levy tem perfil liberal e pode implantar o arrocho que a petista condenou durante a campanha. (Mercado B1)

Levy fez sugestões para a área fiscal a Armínio Fraga, coordenador do programa econômico de Aécio. (B3)

Arrecadação cai, e governo revisa conta para 2014

O valor recolhido pelo governo em impostos e contribuições caiu 1,3% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2013, resultando na revisão da estimativa de arrecadação em 2014. No início do ano, a previsão era de alta de 3,5%. Passa agora a ser zero. (Mercado B3)

Invasões de sem-teto em SP triplicam na gestão Haddad

O número de invasões de sem-teto quase triplicou nos dois primeiros anos da gestão Haddad (PT) em relação ao biênio final da gestão Kassab (PSD). Segundo a PM, foram 681 invasões de janeiro de 2013 até 4 de novembro deste ano, ante 257 nos dois anos anteriores. Movimentos de moradia pressionam o prefeito, que estimulou mobilização do grupo na votação do Plano Diretor em junho. (Cotidiano C1)

Ronaldo Lemos

O ‘direito ao esquecimento’ se opõe à liberdade de expressão (Tec B7)

Editoriais

Leia “Direito à informação”, acerca de tentativa de censurar pesquisas eleitorais, e “Educação acelerada”, sobre expansão do ensino superior privado. (Opinião A2)

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