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24 de março de 2017

O Globo


Manchete: Odebrecht comprou tempo de TV de PCdoB, PROS e PRB para Dilma

Ex-diretor diz que empresa deu dinheiro aos partidos a pedido de tesoureiro petista

Alexandrino Alencar contou ter negociado os pagamentos em reunião com dirigentes das três siglas

Em sua delação premiada, Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht, relatou ter comprado o tempo de TV de três partidos — PRB, PCdoB e PROS — para a campanha de Dilma Rousseff em 2014, revela LAURO JARDIM. A pedido do petista Edinho Silva, tesoureiro da campanha, ele se reuniu com dirigentes das siglas e deu R$ 7 milhões a cada um. Com o PRB, a negociação, na sede da empreiteira, foi com o atual ministro Marcos Pereira (Indústria e Comércio). (Pág. 3)

MERVAL PEREIRA

Há quase unanimidade contra o sigilo das delações. (Pág. 4)

NELSON MOTTA

Políticos querem campanha às custas do eleitor. (Pág. 19)

Empreiteiro: ex-presidente sabia de caixa 2

Marcelo Odebrecht revelou ao TSE que Dilma sabia que a empreiteira estava usando o caixa dois para pagar o marqueteiro João Santana, na campanha de 2014. Disse ainda que doou R$ 50 milhões na eleição como contrapartida à aprovação da MP 470, que permitiu refinanciar dívida da Braskem. (Pág. 3)

Terceirização deve aumentar emprego

Para analistas, projeto que regulamenta esse tipo de contratação facilita abertura de vagas

O projeto aprovado pela Câmara que regulamenta a terceirização do emprego, inclusive nas atividades- fim das empresas, deverá facilitar a abertura de vagas, preveem economistas e advogados especialistas em mercado de trabalho. Para eles, as empresas terão segurança jurídica e mais flexibilidade para contratar, e lembram que a terceirização, hoje, já é uma realidade no país, mas sem a devida regulamentação. Há outro projeto sobre o tema tramitando no Senado e o governo quer aguardar a sua votação para sancionar ambos os textos e fazer os ajustes necessários. A ideia é manter a exigência de que as empresas contratantes cobrem das terceirizadas uma garantia de que as obrigações trabalhistas estão devidamente pagas. Assim não haveria risco aos direitos dos trabalhadores. (Pág. 21)

Pezão corta salário de grevistas da Uerj

O governador Luiz Fernando Pezão decidiu intervir na crise da Uerj. Ele vai cortar 30% dos salários de professores e funcionários que há cinco meses estão em greve. E promete colocar em dia a despesa de custeio. O ano letivo de 2016 da universidade ainda não foi concluído. (Pág. 14)

Regra diferente cria impasse

A decisão do governo de retirar os servidores municipais e estaduais da reforma da Previdência criou um impasse. Técnicos avaliam que há risco de o governo perder na Justiça uma eventual ação por ter regras diferentes para o funcionalismo. (Pág. 23)

Barreira à carne vira barganha

A China já impediu a entrada de 50 mil toneladas de carne brasileira no país. O governo avalia que chineses querem usar a operação da PF como pretexto para barganhar regras e facilitar investimentos no Brasil. (Pág. 24)

Produção em alta, estoque em baixa

Em Bio-Manguinhos, maior fabricante de vacinas do país, a produção de doses para a imunização contra a febre amarela está na capacidade máxima. Mesmo assim, por causa da demanda, não há estoque. (Págs. 12 e 13)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Senado articula versão mais branda para terceirização

Negociação envolve Planalto e Câmara, que aprovou projeto anteontem; governo teria 2 textos para costurar lei final

O Senado articula a aprovação de um projeto mais brando da terceirização irrestrita prevista na lei aprovada anteontem na Câmara dos Deputados. A negociação envolveu acordo do governo com líderes das duas Casas e estaria respaldada pelo Palácio do Planalto, que tem interesse em ter dois textos disponíveis para, no momento da sanção, poder costurar a lei final. A ideia, segundo revelou um integrante do núcleo político do presidente Michel Temer, é que, com os dois textos na mão, o governo avalie a questão de forma conjunta antes de sancionar. Ontem, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que vai colocar de imediato na pauta do plenário o projeto de lei de 2015 que também trata da terceirização. “É preciso que a gente atualize esse projeto aprovado na Câmara”, disse, em referência à proposta votada pelos deputados e que agora seguirá para sanção presidencial. (ECONOMIA / PÁGS. B6 e B7)

Mais postos de trabalho

A terceirização aprovada na Câmara foi recebida com entusiasmo por empresários. Entidades dizem que haverá mais postos de trabalho. (PÁG. B6)

Celso Ming

Precarização

A aprovação do projeto de lei da terceirização ficou inevitável diante das novas exigências da economia e da modernização das relações de trabalho. (PÁG. B2)

Odebrecht diz que ‘inventou’ campanha de Dilma em 2014

O ex-presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, afirmou ao TSE que “inventou” a campanha de reeleição da presidente cassada Dilma Rousseff, em 2014. As declarações constam do depoimento prestado no dia 1.º, na ação que pede cassação da chapa Dilma- Temer por suposto abuso de poder político e econômico. Odebrecht disse também que a presidente cassada sabia do pagamento de despesas de campanha por caixa 2. Dilma chamou as acusações de “levianas”. (POLÍTICA / PÁGS. A4 e A5)

JBS suspende produção de carne bovina por três dias

O grupo JBS anunciou a suspensão, por três dias, da produção de carne bovina em 33 das 36 unidades da empresa no Brasil. A suspensão é reflexo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que provocou redução na demanda e bloqueio de exportações. O grupo informou ainda que todas as unidades passarão a ter uma redução de 35% na produção. (ECONOMIA / PÁGS. B1, B3 e B4)

Carf anula julgamento de caso da Operação Zelotes (Economia/ Pág. B25)


Empresa ligada a Eunício deve R$ 8,5 mi à União (Política / Pág. A7)


Fundo Abu Dhabi pede indenização à Petrobrás (Economia / Pág. B9)


Colunistas

Fernando Gabeira

Além do produto brasileiro, o que está em foco é o caráter de funcionários do governo. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Eliane Cantanhêde

Guerra insana entre Gilmar Mendes e Rodrigo Janot reproduz debate sobre limites da Lava Jato. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas & Informações

A prudência de saber-se falível

As palavras do ministro Herman Benjamin denotam madura compreensão da função do magistrado, sempre falível. Sem dúvida, essa prudência não é uma exceção no Poder Judiciário. (PÁG. A3)

Mudam as contas, fica a meta

Há sinais de melhora na economia, mas o trajeto está mais difícil do que parecia. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo


Manchete : Dilma sabia de caixa dois, afirma Marcelo Odebrecht

Depoimento ocorreu no TSE; ex-diretor Alexandrino Alencar deu detalhes do que seriam pagamentos ilegais a siglas aliadas

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, o executivo Marcelo Odebrecht, ex-dirigente da empreiteira e herdeiro do grupo, afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia dos pagamentos de caixa dois à campanha eleitoral de 2014. Marcelo também disse que jamais recebeu pedido “específico” de dinheiro do presidente Michel Temer e apontou os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci como interlocutores dos repasses de caixa dois ao PT.

De acordo com ele, a empreiteira doou R$ 150 milhões à campanha de Dilma-Temer naquele ano. O ministro Herman Benjamin, relator do processo que pode cassar a chapa, perguntou se o executivo já havia falado com Dilma sobre as dívidas com o PT.

“Não. Veja bem, Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para o João Santana. Isso ela sabia”, respondeu.
“Ela nunca me disse que sabia que era caixa dois, mas ê natural, ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido.”

A ex-presidente afirmou que nunca teve relação próxima com Marcelo, de quem tinha desconfiança, e que jamais pediu recursos a ele. Também em depoimento, o ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar disse ter operacionalizado entrega de R$ 21 milhões de caixa dois a aliados da chapa. (Poder A4)

Jogo do Brasil tem propaganda de Doria paga por empresário

Durante j ogo da seleção no Uruguai, placas publicitárias eletrônicas do estádio apresentaram para a audiência no Brasil a logomarca do Cidade Linda, programa do prefeito de SP, João Doria (PSDB).

A exposição ocorreu graças à doação de um empresário amigo, o dono da farmacêutica Ultrafarma, Sidney Oliveira, que cedeu minutos de exposição de marca, informa Igor Gielow. (Poder A8)

Alckmin busca, por 2018, apoio em áreas em que Aécio é influente (Poder A8)


Temer articula mais garantias a terceirizados

Depois de passar na Câmara proposta que libera terceirização ampla, o presidente Michel Temer articula a aprovação de outro projeto, no Senado, com mais garantias a trabalhadores. (Mercado A19)

‘Ninguém faz limpeza melhor que a mulher’, diz deputado relator. (Mercado A24)


Pedro Luiz Passos

Reformas não são ideológicas, apenas necessárias

Reformas relevantes, e intricadas politicamente, como a da Previdência, além da tributária, podem reaver o potencial da economia, o tempo perdido nos últimos anos e o atraso em relação aos países emergentes. (Mercado A32)

Nova Previdência pode excluir só professores e policiais civis (Mercado A29)


Editoriais

“Recuo tático”, sobre exclusão de servidores da reforma da Previdência, e “Assessor muito especial”, acerca de cargos na Assembleia paulista. (Opinião A2)


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